A quem interessa a qualidade de vida de uma população?
Pensei nisso atualmente a partir de algumas atividades que aconteceram na Vila Canaã, conhecida como Vila do Rato.(Marabá -PA)
A pesar da comunidade ficar localizada bem da Marabá Pioneira, final da Av Getúlio Vargas, uma das principais do centro comercial da cidade é lamentável e quase inacreditável a situação de abandono vivida pelos moradores daquela comunidade..
Lá não existe rede de esgoto, o que pode-se pensar, e daí a maior parte da cidade não tem. Porém lá também não se tem água encanada e coleta de lixo o que vem mostrar o quanto aquela população é ignorada, pois bastava um simples contêiner ou ainda que o carro do lixo percorresse alguns metros a mais na mesma rua para fazer a coleta. Trata-se de uma atitude bem simples, o reconhecimento de que são gente, uma simples atitude de reconhecimento como cidadãos.
A situação torna-se ainda mais degradante quando pensamos ou presenciamos a rotina de vida dos moradores de lá. Naquela humilde comunidade parece que o tampo parou, que o progresso e os benefícios trazidos por tal não passa de sonho ou história de ficção. As mulheres daquele local todos os dias fazem a sua rotina de casa para o rio( como na época das nossas bisavós) para lavarem a roupa, a louça, as crianças antes da escola. Fazem isso conformadas como se a vida não lhe precisasse beneficiar por nada, como se não merecessem e nem pudessem reivindicar os direitos de cidadãos.
Se essa situação parece lamentável. Então que tal imaginarmos que nessa população não existe espaços adequados de deposito dos dejetos. Lá não existem fossas, nem secas, nem de espécie alguma.
Então imaginemos agora o que acontece na prática. As pessoas, por não terem uma opção mais adequada, encaminham as encanações dos seus banheiros para longe de casa, ou seja, para bem próximo ao rio, jogam o lixo a céu aberto, também próximo ao rio e pegam água do rio para suas necessidades do dia-a dia.
Como conseqüência disso temos as crianças que a cada mês repetitivamente apresentam sintomas de verminoses, diarréia e doenças de pele.
REPITO! A quem interessa a qualidade de vida daquela população?
Eu respondo não é aos políticos, aos que estão no poder com a ajuda dos mesmos, que foram eleitos para cuidar dessa população e que a cada nova eleição aparecem para reafirmar suas promessas de campanhas, seus votos de compromissos com a população carente.
A QUEM INTERESSA OS VOTOS DESSA POPULAÇÃO??
Aí sim fica mais fácil responder....
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
O MENINO DO ARCO DO SOL
Vídeo usado pelos alunos no Porjeto " Secretário Escolar de Meio Ambiente".
O projeto citado é um dos projetos acompanhados pelo laboratório de Informática da escola José Mendonça Vergolino, a qual trabalho como facilitadora.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Os saldos da greve.
Ao depararmos com a experiência de greve podemos dizer que nem sempre a greve nos traz saldos positivos.
A greve dos servidores da educação esse ano como sempre trouxe de imediato muitos problemas: servidores demitidos, descontos absurdos no contra-cheque, chingamentos, agressões, decepções.
Na greve é formada uma verdadeira queda de braços entre a classe operária e a classe “mandante”. Dificilmente os mandantes cedem , pois aos olhos de todos ceder é demonstrar fraqueza. Por outro lado se a classe operária cede não conseguirá mostrar força para conseguir respeito. Manter a força é é questão de honra, mas é também coisa difícil de se fazer. Precisamos lutar contra o poder, contra os defensores do poder e ainda contra a fraqueza da nossa classe trabalhadora. O comando de greve que sempre se faz necessário em qualquer luta, quase tem que tirar a força os professores da sala para aderirem a greve. Vem então as perseguições: demissões, ameaças, desconto de faltas. É um Deus nos acuda.
E prometemos continuar na guerra até que sejamos atendidos...
Agora sobre outra perspectiva. A pauta de negociação passa a ser questão secundária. Passamos a correr atrás dos prejuízos: as demissões, os descontos.
Por mais que se ameace e em muitos casos se cumpra ainda temos o poder da luta e é isso que fazemos. Mais paralisações, mais assembléias. Até que a comunidade começa a enxergar quem está na rua, escuta, analisa, junta aos fatos já conhecidos e acaba por ficar do lado de quem luta. A força política entra em ação e voltamos ao inicio do jogo.
Negociamos as faltas, retroativo salarial, os demitidos são readmitidos e a pauta continua por ser negociada, mas agora com o compromisso de que será respeitado o acordo de mesa de negociação.
Se a luta vale a pena?
Claro que sim, diria isso mesmo na parte mais penosa da greve, quando nos falta o “coro” a parceria dos companheiro que estão bem acomodados no seu canto. Diria isso também à aqueles que por diversos motivos não fazem parte dela. Por estarem ocupando cargos dito de “confiança”, por terem medo de se expor contra os mais poderosos, por não serem conscientizados e aos que ocupam a casa dos motivos mais repugnantes, aqueles que querem ganhar a custa da luta, do esforço e da exposição alheia. Por incrível que pareça existem esses.
E o que resta?
Resta a certeza de que podemos, de que estamos vivos, resta o respeito. O bônos sempre vem mais tarde. Os frutos da luta nem sempre é imediato, mas basta lutarmos para que eles apareçam. Por que é assim; precisamos lutar para termos direitos e depois lutar para que os direitos sejam garantidos.
Mas sem luta não há vitória. Ficaremos somente com as derrotas.
Ao depararmos com a experiência de greve podemos dizer que nem sempre a greve nos traz saldos positivos.
A greve dos servidores da educação esse ano como sempre trouxe de imediato muitos problemas: servidores demitidos, descontos absurdos no contra-cheque, chingamentos, agressões, decepções.
Na greve é formada uma verdadeira queda de braços entre a classe operária e a classe “mandante”. Dificilmente os mandantes cedem , pois aos olhos de todos ceder é demonstrar fraqueza. Por outro lado se a classe operária cede não conseguirá mostrar força para conseguir respeito. Manter a força é é questão de honra, mas é também coisa difícil de se fazer. Precisamos lutar contra o poder, contra os defensores do poder e ainda contra a fraqueza da nossa classe trabalhadora. O comando de greve que sempre se faz necessário em qualquer luta, quase tem que tirar a força os professores da sala para aderirem a greve. Vem então as perseguições: demissões, ameaças, desconto de faltas. É um Deus nos acuda.
E prometemos continuar na guerra até que sejamos atendidos...
Agora sobre outra perspectiva. A pauta de negociação passa a ser questão secundária. Passamos a correr atrás dos prejuízos: as demissões, os descontos.
Por mais que se ameace e em muitos casos se cumpra ainda temos o poder da luta e é isso que fazemos. Mais paralisações, mais assembléias. Até que a comunidade começa a enxergar quem está na rua, escuta, analisa, junta aos fatos já conhecidos e acaba por ficar do lado de quem luta. A força política entra em ação e voltamos ao inicio do jogo.
Negociamos as faltas, retroativo salarial, os demitidos são readmitidos e a pauta continua por ser negociada, mas agora com o compromisso de que será respeitado o acordo de mesa de negociação.
Se a luta vale a pena?
Claro que sim, diria isso mesmo na parte mais penosa da greve, quando nos falta o “coro” a parceria dos companheiro que estão bem acomodados no seu canto. Diria isso também à aqueles que por diversos motivos não fazem parte dela. Por estarem ocupando cargos dito de “confiança”, por terem medo de se expor contra os mais poderosos, por não serem conscientizados e aos que ocupam a casa dos motivos mais repugnantes, aqueles que querem ganhar a custa da luta, do esforço e da exposição alheia. Por incrível que pareça existem esses.
E o que resta?
Resta a certeza de que podemos, de que estamos vivos, resta o respeito. O bônos sempre vem mais tarde. Os frutos da luta nem sempre é imediato, mas basta lutarmos para que eles apareçam. Por que é assim; precisamos lutar para termos direitos e depois lutar para que os direitos sejam garantidos.
Mas sem luta não há vitória. Ficaremos somente com as derrotas.
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